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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Diários de Bordo V- Vila Nova de Milfontes



Vila Nova de Milfontes    

between the never ending sea and me



segues sorrindo

na tua senda de perdição

demolidas as crenças

sentes as agulhas que te perfuraram

a visão

as ruas ficaram desertas

pelas nove horas da noite.

e a noite é lenta 

matas o anjo do desejo com um toque

teces a superfície de um novo altar

na noite que cresce em ti.



- sem lume para mais um cigarro.



- irás também tu regressar comigo

aos nosso reino de bobos e charlatães?



sorvidos pela sede de abismo

por um culto novo ao pôr de sol 

que se entrega 

aos sulcos das marés



numa brisa, esta minha mão tece as ramas

pelas ruas imaginárias do teu rosto.

e ao ritmo das ondas, ama-se o silêncio 

na crispação da noite 

que nos cerca 

pelos caminhos da nossa paixão.



há segredos que esperam

entre as rochas,

a fria obscuridade

partilhando o medo na saliva dos corpos

perto do abismo

perto do nosso vasto mar prateado

aqui ao relento.



adormeço de novo

ou continuo seguindo


os teus passos na areia ?!















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