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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mão Morta em Faro

"Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
Sabes quem eu sou?

perguntou ao candeeiro
És uma miragem 

E pertences ao livro dos sublinhados
provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras

Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei

Eu suprimo-me em nome da Liberdade!"









  É uma banda que aprendi a admirar desde tenra idade, ouvi pela primeira vez o nome Mão Morta quando estes vieram ao Algarve tocar num festival na modesta terra de Odeceixe, isto numa altura em que longe dos tempos da internet todos os concertos eram divulgados através de cartazes que iam sendo colados desde o Barlavento até ao Sotavento.
   Depois o programa Pop Off  da RTP 2  dar-me-ia a conhecer as músicas do Mutantes S.21. Lisboa e Budapeste eram clássicos inesquecíveis desta banda cujo o nome era por si também invulgar. Não eram o metal dos RAMP nem W.C.Noise mas também não eram os Resistência nem os Delfins que inundavam as rádios da altura, eram a alternativa antes de se falar da "música alternativa" em Portugal.Por isso mesmo serão das poucas bandas a nível nacional que hoje em dia me fariam deslocar mais de 60 km para os ver ao vivo, correndo o risco de passar a noite à chuva e ao relento, os tempos hoje em dia são outros e as bandas locais também...infelizmente.Já não existem bandas punk em Estômbar e Boliqueime e os tais festivais que eram divulgados por cartazes pelo Algarve de lés a lés são cada vez mais raros. Permanece a admiração por estes senhores que continuam, passados 30 anos, a galgar as estradas e a espalhar a sua mensagem,como uma ferida aberta denunciada à frente de tudo e todos. Mais uma vez digo que, na minha opinião poucos são os que conseguem fazer-lo com esta eficácia por estes lados.  

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