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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Histórias sem história II - Um deserto neste ecrã

No prefácio de uma vida ao virar da esquina
visualizas a mulher fantasma 
que desejavas amar
o sangue que te agita o coração
nas intenções que perduram, 
os eternos desígnios do absurdo.

Cowboy a caminhar em direcção ao por-do-sol...

Não, não é este o filme imaginado...

Actor em teatro que afronta as paixões 
súbdito do inevitável, à janela da rebelde ansiedade
pungente, o propósito terrestre
que te percorre as entranhas.

De pistola em riste, afrontas o tédio
e despedes-te de novo
sem mágoas da sua imagem proibida,
entre tudo o que não foste.
- ofusca-se sempre depressa, 
a mesma miragem
pelas manhãs da Primavera.

Anna Karina - Sob o sol, exactamente

Se sonhas comigo à margem do mar,
sonhas em que mar ?!

Ennui...

matemática reduzida, conforme
no entanto dissonante no propósito que te consome.
tão só,
imensurável ponto de não retorno
entre outros mundos e veludos de tristeza
na ordem e no desespero irracional.


Afugentas os pássaros, nos passos em falso
e toda a lembrança deformada de um mundo em pensamentos
- sangra, inocente à luz da justiça divina.



Adornando os santos nos teus templos
tentas assim um tempo só nosso 
no império do pecado original.

Elevas os espíritos, perscrutando
entre as brumas da solidão
confessas aos teus temores 
aonde se escondem 
as intermitências do desejo
e revelas-te
em tudo o que floresce
na expectativa do amanhã.







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