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segunda-feira, 18 de abril de 2016

horas de reconhecimento

Sempre foste a causa perdida
na incerteza 
com que fitavas as águas cristalinas 
formando redemoinhos 
e pintavas mentalmente toda a natureza em redor
como se da tua mãe ausente se tratasse
mãe dos ventos que choram as tragédias 
na efemeridade e na distância  
reconheceste a compaixão inútil
a lívida flor de enterro
entre as maliciosas engrenagens
de um destino desumano
a humana figura esvaí-se 
entre a chuva escassa
as melodias com que tu entreves e revestes
o teu misantropo das canções ciganas
e no entanto voltas sempre a esses homens
com a imagem do desgosto,estampada na tez tórrida
sem reconhecerem tudo aquilo que lhes deste.

Levanta-te e reconhece o teu mundo - digo-te eu.


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