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terça-feira, 16 de março de 2010

Fragmentos de pensamentos III

  Não existe corpo físico...existirá apenas uma noção ou ideia desse mesmo corpo... matéria do que as outras pessoas pensam que és e o que tu julgas ser pelo conhecimento adquirido e tudo aquilo que realmente és...pela transcendência que vais atingindo com todo esse conhecimento...do Ego para o Superego ou como diria Breton "de Eros para Thanatos"



Já Bob Marley por sua vez dizia: "Eu fui um Rastafari a vida toda, a questão que deve colocar-se é a seguinte: quanto tempo até lá chegar, quanto tempo levarei eu a crescer?!".



Eu pergunto por vezes se o artista cria as suas ideias ou se por vezes somente limita-se a transmitir, a transfigurar e a orientar.
   O mito da ânsia demiúrgica?! Ou somente (re)criação?! Vontade artística como Deus criador e ao mesmo tempo como um mímico que deseja substituir e sublimar toda a vontade de brincar que existe dentro de si desde criança.


(...) Não é o futuro que me preocupa mas antes a inércia do presente e o medo do passado a ressentir-se e a influenciar já um possível futuro...fugir nunca é solução...o sinal encontra-se intermitente, terei eu ficado engasgado nesta adolescência conturbada? mas o tempo não perdoa. Receio do quê?!...não ter medo de nada simboliza falta de amor-próprio e de amor pelos outros, mas por sua vez o medo de tudo simbolizará um excessivo altruísmo. O simples medo de algo, para além de não simbolizar indiferença, talvez seja uma vontade conservadora de quem tudo questiona e desconfia entrando assim em contradição com a constante auto sabotagem e desvalorização pessoal.
Então e o medo do Nada?!


2001

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