Ao contrário de Easy Rider (1969) ou Zabriskie Point (1970), Vanishing Point (1971) não marca a utopia de uma era, marca o final dessa mesma era.
A trágica viagem de Kowalski faz dele, de facto, aquele que desafia a autoridade e falha inevitavelmente.
Poderia ser vista igualmente como que a última viagem dos anos 60, num rumo definitivo à liberdade ou invés em direção ao seu trágico final.
Dependendo do ponto vista claro, a explosão final pode ser vista então como a Mors Liberatrix (morte libertadora) de um sonho que estaria irremediavelmente condenado a terminar.
O final de uma era que já se vinha anunciando por exemplo com as trágicas mortes no concerto dos Stones em Altamont ou da actriz de Hollywood, Sharon Tate, com o linchamento público da figura de Charles Manson e dos seus seguidores. O conservadorismo americano teria encontrado o seu "bode expiatório" contra todo o movimento hippie.
Quentin Tarantino presta homenagem a este filme de culto com Death Proof (2007), fazendo do mesmo Dodge Challenger branco a estrela do seu próprio filme.