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quarta-feira, 24 de junho de 2015

the call of the bard

the call of the bard,
his eyes are your eyes

through masters of creation
everyday, devoted souls
every hour, devoted beauty lines

wisdom in serenity
an orchestra for solists
in the season of the witch
and beyond forest echoes
I heard the mother
of the most starry nights 
the river knows her visage
her ballad,
 a pagan desert light
ravaging through
what never departed
the voices of the sagest
coming back again
in the missing vital breath

all misfortune
shall be your gain


terça-feira, 23 de junho de 2015

pela hora clandestina


Há sempre uma vaga


que queima pelas veias

e cresce no seio do mundo

eixo clandestino

em quase todas as histórias de amor

quase, quase sempre tudo

quase, quase sempre nada

uma língua desconhecida de um país distante

uma sombra ligeira, ferida de morte

quis deus refletido

nas cristalinas águas da montanha

e nos silêncios que desejavam romper 

com os rostos de veludo na tristeza

pedi à razão que me desse um novo nome às cidades

e dos filhos cegos quis apenas a sombra

para que aprendessem assim de novo a ver

pedi à noção que me desse um novo mundo às palavras

para que assim pudesse ter uma arma para amar 

da intolerância da noite eu renasci

sempre percorrendo estas veredas imaginárias até ao deserto 

aonde assim revi todas as pessoas outrora desaparecidas

e na alvura dos rostos das mulheres que nos esperavam

havia assim uma nova esperança

havia corpos turvos dançando entre firmamentos

escritos em poemas de sangue

guardados como recortes de jornal

numa jarra de vidro

depois de transcritos no papel raro dos peregrinos

escondi os

entre os bosques de Averno

de onde só os desenterraria 

na promessa de te voltar a rever


e das estrofes que nos falavam de ilhas

ouvia se o grito do homem da torre de vigia

instante eternizado

entre pessoas que viviam como em carreiros de formigas

habitantes também elas mesmas

em ilhas de si próprias


- a fuga meu amor

essa virá em carros alegóricos

na primavera tolhida pelo espanto.




"the orb of frameless misfits"


"o inocente revolver para a eternidade"

domingo, 7 de dezembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Recomendação cinematográfica IX - Tropicália






  Mais do que uma pura exaltação ao génio de Caetano Veloso, este filme igualmente procura demonstrar-nos como todo o movimento Tropicália se manifestou também no cinema e outras restantes artes performativas. A certa altura no filme alguém afirma que Os Mutantes podiam ter sido "tão grandes como os Beatles".Muito provavelmente serei mais um desses "crentes", a banda do Arnaldo Baptista, do Sérgio Dias e da Rita Lee tiveram a sua medida de grandeza e loucura  e por isso  mesmo serão certamente uma das mais importantes de toda a lusofonia.







quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Reverence Valada 2014



Foi tudo muito rápido mas ficou um gostinho especial.
De longe o melhor festival de 2014 até agora, para o ano há mais (esperamos nós). 



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Recomendação Cinematográfica - La Cravate (Alejandro Jodorowsky)


 Filmado entre 1953 e 1957, este filme é uma adaptação mímica do conto de Thomas Mann escrito em 1940 As cabeças trocadas (Die vertauschten Köpfe). Protagonizado pelo próprio Jodorowsky embora distinto do que viria a ser a sua obra, este video raro tem a particularidade de ser o primeiro trabalho do místico realizador e actor franco-chileno.










segunda-feira, 4 de novembro de 2013

uma loucura transitória / les enfants terribles/ prometheus


descrevo-as
as dúbias vozes
da mais obscura imaginação
neste beijo de judas
a amarga voz que embarga

a beatles song 
will again save the world 

breve, breve
como um passo determinado 
para o abismo  

a poesia ébria 
do esquecimento
memoriais da província
no gracejo dos inadaptados 

indiferente, 
por aqui
a terra 
ainda nos esperava

tempo sacrificado, 
todos temos náuseas de deus
profana rebeldia 
que se tornou santificada
pelo sol de satã, 
.
descrevo-as a ti
as imperscrutáveis assombrações
no submundo de uma era digital

de porta em porta, em cada casa existe um enigma
ditado e desdito como uma rajada de vento
numa língua estranha e ligeira
entoando como sombras passageiras
nesta latente
desolação.

através de um ritmo
tempestuoso,
as frases embargadas do abismo
o ensinamento arcaico de outros aforismos
é da reminiscência
dos corpos vertiginosos
que nascem 
todas as nossas revoluções. 


les enfants terribles 

com uma respiração ofegante, 
e entregues a sorrisos provocadores
juízes de ideais 
despidos de valores
uma juventude elegante
com o trago estúpido, no balançar
de quem tudo fazia 
impacientemente

ilustres nativos, bons selvagens
das trincheiras, lançavam os dardos 
sem sentirem necessidade 
de carregar quaisquer fardos

epitome das ilusões 
na beleza assombrosa e nocturna

em breve, também eles
se irão esquecer
de como assaltar a noite


Prometheus,

voltou um dia 
para nos ensinar 
como escapar das sombras
invertendo as marés.


Prometheus, 

viveu da partilha
do fogo proibido aos mortais
e o seu sangue ardente 
segue correndo 
pelas nossas veias
como afluentes
de lava

na conjura
em que se sobrevive, 
Prometheus 
é o vilão
que se ergue 
contra toda a tirania 
nas reverberações
que se elevam 
pelas florestas do imaginário
 
é como uma flor 
que sangra
todo o seu venenoso âmago da loucura.