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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Recomendação Literária - Pablo Neruda






I want you to know
one thing.
You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.
Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.
If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.
If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.
But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine.

Pablo Neruda, If You Forget Me

terça-feira, 4 de abril de 2017

moita metal fest




Que considerações a fazer depois de um fim de semana tão bem passado, na companhia de amigos de longa data e a ouvir o estilo musical que sempre nos uniu?! Epá, em primeiro lugar que o metal nacional está bem vivo e recomenda-se. É clara a evolução das bandas hoje em dia em comparação com os anos 90. Embora na década de 90 houvessem se calhar boas ideias, bons "projectos" de bandas digamos assim...faltaria talvez a consistência que só mesmo a qualidade e o profissionalismo pode oferecer. O melhor "gear" de miúdos que começam a tocar mais cedo e consequentemente melhor assim o permite. Convém realçar por isso mesmo a qualidade de bandas dentro de géneros específicos como o Heavy Rock  dos The Zanibar Aliens, ou o Thrash dos Prayers of Sanity e dos Midnight Priest ou o Brutal Death Metal dos Analepsy (uma maiores surpresas da noite para mim) e se a estes juntarmos uns mais experientes nestas andanças como são os Theriomorphic ou os Corpus Christii (sem esquecer Crise Total e Fast Eddie) já teríamos por si só um "cardápio de festas" bem rico para o fim de semana. Mas voltando atrás, relembro de que afinal as bandas que me tinham feito deslocar até à Moita até eram por acaso duas bem importantes que ajudaram a germinar outras vertentes dentro do metal mais extremo. Estou falando claro dos thrashers germânicos Sodom, referência incontornável da cena alemã dos anos 80 e 90 e dos britânicos Napalm Death, pais do Grindcore, das batidas blastbeat e das letras anticapitalistas que os distinguia da maioria das bandas de Death Metal e que seria igualmente imagem de marca dentro do estilo Crust/Core.
Em suma, vendo bem só no Sábado tive o privilégio de assistir a 13 (!) bandas pelo preço de 18 euros. Uma melhor relação Qualidade/Preço seria praticamente impossível de se exigir. Isto com as imperial a 1 euro apenas.
Até pró ano pois então.
Moita C*****o!!!















terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval com Caetano

É Carnaval.
E Carnaval é Brasil.
E o que seria do Brasil sem Caetano Veloso.

"My name is green wave death, salt
South America's my name..."


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Night Shifts - Stoner

Ainda na sequência do post anterior, creio que o melhor exemplo de metal com influências lisérgicas será por exemplo o Stoner. Com a devida vénia ao "deus" Tony Iommi sempre presente, podemos encontrar algumas variantes no Stoner/Rock de Uncle Acid & Dead Beats, Sleep ou Electric Wizard ou no mais arrastado e pesado, conhecido como Stoner/Doom ou apenas Doom Metal em que os holandeses Celestial Season, os suecos Candlemass ou os britânicos Cathedral (de Lee Dorian, vocalista nos primeiros dois álbuns de Napalm Death) poderão servir de exemplos.










Por estes lados o Sonic Blast em Moledo solidificou-se como o melhor festival do género. Assisti à primeira edição deste festival (ou edição 0 como preferirem) em 2011. Regressava de Paredes de Coura e encontrava-me no litoral minhoto a passar uns dias enquanto esperava para ver no extrato o meu último ordenado e assim poder voltar para Algarve. Depois de uma noite a dormir no apeadeiro de Vila Praia de Âncora, recebo no dia 26, depois de ir à praia de Moledo, num dos bares perto da praia descubro no proprio dia um cartaz do (ainda somente) concerto.Passado alguns dias, por sua vez deslocaria me a um outro festival, este situado na praia fluvial de Barco (a uns bons 10 kms de Guimarães) para assistir aos suecos Katatonia e a uns espanhóis com o nome de Triangulo de Amor Bizarro (que apesar do nome, soavam mais a Yeah Yeah Yeah's e outras cenas Indie que eram muito faladas na altura do que exactamente a New Order) O Sonic Blast cresceu a olhos vistos desde então e este ano voltam a ter um cartaz que promete. Com Orange Goblin, Kadavar e os japoneses Kikagaku Moyo que fogem um bocado a este estilo, mas que por mim sempre serão bem-vindos ao nosso país.




















domingo, 26 de fevereiro de 2017

Night Shifts - alcest (shoegaze e metal)

A prova viva que Shoegaze e Metal conseguem ser compatíveis.
Franceses de Avignon, os Alcest para além de terem um universo muito próprio são um pouco como se alguém tivesse pegado na essência dos Slowdive e os tivesse colocado na misturadora com Ulver antigo, Opeth e In the Woods.
Só faltava mesmo encontrar uma banda que consiga juntar Metal e o Psicadelismo da mesma forma. 
Confesso que era (embora ainda de uma forma inconsciente e primitiva) algo que gostava ter conseguido fazer durante a adolescência.




Fico com a impressão de como Metal e o Psicadelismo pode sempre soar bem,cada vez que escuto a versão da Interstellar Overdrive dos Melvins (feita igualmente pelos canadianos Voivod) 

*Convém no entanto esclarecer que hoje em dia já existem bandas como por exemplo os Oranssi Pazuzu que eram quase impensáveis existir durante os meus anos de adolescente.
  

No entanto a textura de alguns albuns iniciais de Pink Floyd, em determinadas alturas a mim por vezes me soa obsoleta, ao contrário de alguns dos seus albuns década de 70, com mais textura e harmonia, um pouco talvez a consequencia de várias influencias que se foram impondo durante essa década, desde o German Kraut, aos gregos Aphrodite's Child (uma banda brilhante de excelentes musicos que nunca terá tido o devido reconhecimento) já por exemplo Hawkwind, foi uma banda que sempre tive sempre dificuldades em saber apreciar, isto apesar de ter-los visto ao vivo no Reverence.
No sentido oposto ao progressivo dos Pink Floyd, por exemplo, existe o minimalismo dos britânicos Spacemen 3 que apesar de repetitivo até quase à exaustão, se torna igualmente "easy listening" e meditativo.
Uma verdadeira ode ao minimalismo e à simplicidade de processos, no seu livro o antigo baixista Will Carruthers explica-nos como esse processo por vezes consistia em tocar o mesmo acorde repetitivamente durante varios minutos, muito provavelmente sobre o efeito de opiáceos, criando assim um estado hipnótico permanente e quase geral, entre performers e plateia.















quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Night Shifts - My Black Sabbath

 Apenas alguns dias depois de terem terminado a ultima tournée das suas carreias com um concerto na Birmingham natal. Eis o aniversário do primeiro álbum da banda.
Ontem fez precisamente 47 anos que o heavy metal nasceu.











segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Recomendação cinematográfica - Na Via Láctea

De novo aqui no Blog em jeito de celebração pelo regresso de Kusturica aos bons filmes. 
Após uma (demasiado) longa fase de desinspiração e marasmo esse parece ter retornado à sua linguagem cinematográfica que o caracterizou em tempos áureos. 
Agora uma dúvida de natureza linguística, creio que Kusturiça pronuncia-se assim mesmo...com ç assedilhado (pronúncia dos Balcãs). 
E Na Via Láctea pronunciar-se-á certamente da mesma maneira que Underground ou Gato Preto, Gato Branco.