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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Energia - som

Na Índia, como se sabe, utilizam-se os chamados mantras, tons simples, sílabas que facilitam a concentração no processo meditativo.
 Os mantras são como que recitações de formulas místicas que permitem evocar forças das quais eles são o símbolo. 
O mantra hindu mais antigo é o OM.
Quando um corpo vibrante emite som, há energias em movimento. 
Quando um grupo improvisa musicalmente, a energia gerada circula entre os seus membros.
Este fenómeno pode ser perceptível quando se entra numa sala de concertos depois de concluída a apresentação. 
Não é necessário estar-se demasiado treinado para "sentir" essa energia, vibrações, que a partir do cenário, envolveram todos os participantes e ainda perduram no ambiente.
 É uma afirmação comum falar-se, por exemplo na música Reggae, em "boas vibrações", acerca disto recordo me num plano mais afectivo por exemplo do trauma de ver a minha mãe recuperar de um tratamento por quimioterapia, após uma doença cancerígena e do efeito animador e sensação de bem estar que provocava em nós sempre ouvirmos a música de Bob Marley e Peter Tosh.
 A fascinação ocorre no individuo quando se comoveu o inconsciente. 
O efeito produzido por uma série de sons nunca poderá ser totalmente explicado pela sua fórmula, pela pauta ou forma audível.



sábado, 25 de abril de 2020

Portugal (antes do 25 de Abril de 1974)

O retorno ao Passado. Para relembrar. 
Sempre. 




the woe forgotten


the woe forgotten


by all fading joy 
of dwelling in your darkness 
in a naked starkness, 
do i envision your ambition 
or my delight?
(if thou are at my sight) 
why can't i reach it through?

frostbitten,
this hands 
in gardens of ice
to glare the whore's passion fruit, 
to grab it 
and taste it
in her womb of vice 

cyclop 
of all blind justice men
my will is free and shall forever be
i wear this garland of bones, in pleasures of steel
i bear the villain's blade, that spilled blood from the stones
i speak to you in ancient tongues, 
with the language that decifres the midnight seal

a contradiction tears the mind 
as the man opens the door
a crest that sublimed in times before
and roused through our minds, 
to blew again 
through visions of maledictions
our burning stars of beyond 





no meu passeio quotidiano


No meu passeio quotidiano, todos os dias a mesma rua se estendia .

Crime ou inocência?! 

Ou apenas uma relação instintiva com o real

Fotografando instantaneamente a vastidão.

Ao longe, 

bem longe a poeira assentava

e eis que o homem em mim 

de novo se erguia

uma exignia força imiscuída, 

como um vulto

que sentia o clamor de todas as almas famintas 

a inocência citadina devastada


(don't play dead here...we'll dance all over your corpse)


um único desejo crivado de esperança

como quem desperta, temerário  

para um outro dia mais

o passo seguia firme no entanto

a hora dos antigos fascínios aproximava-se.

CONFORTO NUNCA MAIS.



O conforto de outrora era a redenção do corpo

às cartilagens da angústia. 

Eliminando o estado catatónico 

através do êxtase demoníaco 

do vinho, das paixões e da morte

o fascínio pela morte - paralela vivacidade.


(a sepultura será de novo o regresso ao nosso ventre materno)



Felizes e excêntricas 

eram as casualidades.

na era dourada dos seguidores de Hamelin.

Avançando, mesmo que devagar. 

Farejando por perto sempre esse medo. 

Eu caia e erguia me...caia e erguia me...sempre...as vezes que fossem precisas. 

Repetindo vinte vezes o mesmo processo iniciático, 

cerrando os olhos à entrada dos mausoléus. 



sábado, 4 de abril de 2020

Night Shifts - Metal Evolution

   Aproveitando este período de confinamento forçado para finalmente ver todos os documentários pendentes no YT. Ainda seguindo pela saga das minhas reminiscências metaleiras, quando um colega de escola e eu descobrimos o tape trading , vivia se em plena década de 90 e não havendo internet só se conseguia o acesso a estas bandas através de gravações em k7s áudio ou comprando CD's nas lojas...e quando não havia as possibilidades financeiras de comprarmos todos os que queríamos as k7 acabavam sempre por ser o meio mais viável. Recorríamos regularmente a revistas como a Metal Hammer ou a Terrorizer para procurar por novas bandas. E foi assim que pela primeira vez descobrimos nomes como Carcass ou Entombed, os Cannibal Corpse por sua vez conhecíamos do filme Ace Ventura. Os Deicide (ex Amon) por exemplo por causa da polémica personagem do Glen Benton era uma banda que adorávamos, Death, Morbid Angel e Obituary ao mesmo tempo que o Death Metal da Florida, cresce a cena sueca...os já referidos Entombed ( ex Nihilist ), Dismember e At the Gates. Havia um programa na MTV que era dedicado a toda esta vertente mais extrema. Foi através do Headbangers Ball que descobrimos bandas como Gorefest ( ao vivo no Dynamo de Eindhoven ) e Hypocrisy.  Em pouco tempo comecei entao a desenvolver contactos para o exterior e a corresponder com bandas underground, a trocar zines e demos ao mesmo tempo que a 2 vaga do Black Metal crescia a olhos visto depois de todo o impacto dos acontecimentos na Noruega, mas isso já é outra história. 







segunda-feira, 27 de maio de 2019

Night Shifts - Dead Can Dance

Ao lado da determinação de world music virá certamente o nome de Dead Can Dance. 
O colectivo dos australianos Brandon Perry e Lisa Gerrard têm provavelmente contabilizados tantos anos de actividade quantos eu terei de vida e no entanto continuam a esgotar a lotação dos seus espectáculos. 
Sinais de que ao contrário de muitos, o produto artístico continua a ter garantias de qualidade superior e a seguir a índole que os distinguiu desde sempre.
Curioso este pequeno documentário, apresentado no canal francês ARTE a revelar alguns pormenores biográficos da carreira do casal, provavelmente desconhecidos da grande maioria do seu público. 
É disso exemplo os vídeos da antiga banda punk de Brandon Perry, os Scavengers.


*entretanto o vídeo completo caiu e tive que colocar mais pequeno.












segunda-feira, 6 de maio de 2019

in the wells of misery


in all your twisted ways,
to where only a mist
in slow stillness
sways

in all your crossroads
where tomorrow's faith
didn't 
came along


in sin's marveled, 
from a topmost arch
blazing the acacia tree
like an autumn lament
of a forgotten forged zeal
to honor & condemn all our treachery,
the overwhelmed fiery servants
are snuffling the tyrant, and signaling 
the ending of it all
with their dancing reels


no absolution
you'll find it here
from all your
thunderous
madness inside


through
the divisions of thanatos
a snake of eden,
          waits to interlace
patiently

crawling slaves
ghosts of bewilderment,
haunted half life's
           formed
from the past

(revolting deeply through the fire)

from the entrails
of this earth
the highest moon
shines away
  - the farthest dream

( to astray the lamb, from the herd)

a nightly reverie
              unveils
where the promised
         flame prevails

a memory divine 
           yet forgotten,
           remains
among all morbid misfortunes
and enshrined
in this wells,

-  the wishing wells
   of our misery