Pesquisar neste blogue

domingo, 7 de dezembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Recomendação cinematográfica IX - Tropicália






  Mais do que uma pura exaltação ao génio de Caetano Veloso, este filme igualmente procura demonstrar-nos como todo o movimento Tropicália se manifestou também no cinema e outras restantes artes performativas. A certa altura no filme alguém afirma que Os Mutantes podiam ter sido "tão grandes como os Beatles".Muito provavelmente serei mais um desses "crentes", a banda do Arnaldo Baptista, do Sérgio Dias e da Rita Lee tiveram a sua medida de grandeza e loucura  e por isso  mesmo serão certamente uma das mais importantes de toda a lusofonia.







quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Reverence Valada 2014



Foi tudo muito rápido mas ficou um gostinho especial.
De longe o melhor festival de 2014 até agora, para o ano há mais (esperamos nós). 



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Recomendação Cinematográfica - La Cravate (Alejandro Jodorowsky)


 Filmado entre 1953 e 1957, este filme é uma adaptação mímica do conto de Thomas Mann escrito em 1940 As cabeças trocadas (Die vertauschten Köpfe). Protagonizado pelo próprio Jodorowsky embora distinto do que viria a ser a sua obra, este video raro tem a particularidade de ser o primeiro trabalho do místico realizador e actor franco-chileno.










segunda-feira, 4 de novembro de 2013

uma loucura transitória / les enfants terribles/ prometheus


descrevo-as
as dúbias vozes
da mais obscura imaginação
neste beijo de judas
a amarga voz que embarga

a beatles song 
will again save the world 

breve, breve
como um passo determinado 
para o abismo  

a poesia ébria 
do esquecimento
memoriais da província
no gracejo dos inadaptados 

indiferente, 
por aqui
a terra 
ainda nos esperava

tempo sacrificado, 
todos temos náuseas de deus
profana rebeldia 
que se tornou santificada
pelo sol de satã, 
.
descrevo-as a ti
as imperscrutáveis assombrações
no submundo de uma era digital

de porta em porta, em cada casa existe um enigma
ditado e desdito como uma rajada de vento
numa língua estranha e ligeira
entoando como sombras passageiras
nesta latente
desolação.

através de um ritmo
tempestuoso,
as frases embargadas do abismo
o ensinamento arcaico de outros aforismos
é da reminiscência
dos corpos vertiginosos
que nascem 
todas as nossas revoluções. 


les enfants terribles 

com uma respiração ofegante, 
e entregues a sorrisos provocadores
juízes de ideais 
despidos de valores
uma juventude elegante
com o trago estúpido, no balançar
de quem tudo fazia 
impacientemente

ilustres nativos, bons selvagens
das trincheiras, lançavam os dardos 
sem sentirem necessidade 
de carregar quaisquer fardos

epitome das ilusões 
na beleza assombrosa e nocturna

em breve, também eles
se irão esquecer
de como assaltar a noite


Prometheus,

voltou um dia 
para nos ensinar 
como escapar das sombras
invertendo as marés.


Prometheus, 

viveu da partilha
do fogo proibido aos mortais
e o seu sangue ardente 
segue correndo 
pelas nossas veias
como afluentes
de lava

na conjura
em que se sobrevive, 
Prometheus 
é o vilão
que se ergue 
contra toda a tirania 
nas reverberações
que se elevam 
pelas florestas do imaginário
 
é como uma flor 
que sangra
todo o seu venenoso âmago da loucura.














terça-feira, 15 de outubro de 2013

Álbuns que mudaram o mundo I- Psalm 69 Ministry





  O nome completo do álbum será : Psalm 69:The way to succeed and the way to suck eggs .



E foi editado em 1992, sendo claramente o álbum com maior sucesso comercial até à data desta banda pioneira do Metal Industrial . Se bem que as origens da banda se resumissem em 1981 apenas a um projecto de Synth Pop do seu principal mentor Al Jourgensen, foi só a partir de Twich editado em 1986 já como banda de músicos de palco e de tournées, que estes começaram a recorrer aos chamados found-sounds característicos da música industrial experimental que era feita no Reino Unido nos finais nos anos 70 e em Berlim nos anos 80, nomeadamente pelo grupo alemão Einstürzende Neubauten. Mas Al Jourgensen tem precisamente o mérito de reunir todos estes elementos da música industrial com os samples, os sintetizadores,o som da bateria electrónica e o som pesado das guitarras distorcidas que influenciaria por sua vez também uma nova vaga de bandas.Entre elas,as mais conhecidas serão certamente os Ramnstein, Nine Inch Nails, Marylin Manson, KMFDM, Fear Factory, Nailbomb, Front 242 e My Life With The Thrill Kill Kult que conta igualmente com a participação de Al Jourgensen nas guitarras.

  Quanto ao álbum Psalm 69 o que posso dizer é que era um dos álbuns mais consensuais no período inicial da minha adolescência.E se a geração mais velha idolatrava o Industrial e bandas como Pixies ou Dead Can Dance os meus amigos mais próximos na altura,os metaleirosprocuravam por norma o Death Metal mais extremo de bandas como Brutal Truth ou Cannibal Corpse. Havia no entanto sempre algum consenso em bandas como os Ministry e em especial este álbum do qual todos pareciam gostar.O single N.W.O. filmado num cenário "pós-apocalíptico"por exemplo, tornar-se-ia rapidamente num clássico, passando repetitivas vezes no programa Headbangers Ball da MTV, o mais popular programa da nossa geração a que só alguns tinham o privilégio de assistir e depois gravar em VHS disponibilizando posteriormente os vídeos para todos nós. Músicas como TV IIJesus Build My Hot Rod que conta com a participação de Gibby Haynes dos Butthole Surfers, ou o outro single do álbum,o polémico Just One Fix que conta, por sua vez,com a participação de um dos maiores gurus do mundo Beatnik ,o fleumático junkie William S.Burroughs.





Ministry:

Psalm 69:The way to succeed and the way to suck eggs (1992)

1.N.W.O


2. Just One Fix


3. TV II


4.Hero


5.Jesus Built My Hotrod


6.Scare Crow

7. Psalm 69



8.Corrosion


9. Grace

  

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Recomendação Cinematográfica VI - Like Someone in Love


Depois de ter transmitido há 2 anos o brilhante Cópia Conforme em que Juliette Binoche tem um desempenho inesquecível o Cineclube Farense resolveu efectuar uma nova sessão dedicada ao iraniano Abbas Kiarostami que, por sua vez regressa com uma história passada em Tóquio,em que uma jovem prostituta e um ex-professor reformado desenvolvem uma breve e inesperada ligação afectiva.Não tão apelativo como o seu antecessor,não deixa de ser subtil e comovente à boa maneira que este realizador já nos habituou.