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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Mário Viegas

Mário Viegas, natural de Santarém, deixou o nosso mundo em 1996.
Existiram poucos como ele.
Sempre aprendendo com este grande artista.


"Uma nêspera estava na cama, deitada, muito calada, a ver o que acontecia. Chegou a velha e disse: olha uma nêspera e zás comeu-a!
É o que acontece às nêsperas que ficam deitadas, caladas, a esperar o que acontece!"



Night Shifts - TAU, A Wink To The Elements

TAU, no Lisbon Psych Fest.












Wirikuta é a terra sagrada dos Wixarrica Huichol e fica situada no alto das montanhas do México Central.Para os Wixarricas existe também a crença de que todo o mundo terá tido a sua origem em Wirikuta.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

fruits of endeavour



the sands of life
the sudden roar
through ancient words, 
my lips,
in your hips
through the flesh
of midnight solitude,
the harmony of the wicked 

the embodiment 
of the world
in the enchanted
 visions 
of wandering spirits
forlorn 
they withdraw
to pure chaos
 and ecstasy
in a new wave of life


a sunbeam,
 to praise all endeavor
torns the sky
our bleeding hands 
carried it before
through this earth
walking 
through the chimeras
in here 
nothing remains 
unbroken
nothing remains 
in comfort

domingo, 10 de abril de 2016

Recomendação Cinematográfica - O Pintor e a Cidade (1956)


*Sempre gostei da maneira como o Manoel de Oliveira retratava a sua cidade.







"Tanto Manoel de Oliveira como o pintor de aguarelas António Cruz ilustram em fortes imagens toda a cidade do Porto, relevando assim o significado da Invicta...."

sábado, 9 de abril de 2016

a lenda índia do "Pássaro Trovejante"

Ela viu-o cair.
Era Wa-Kin, o primeiro sioux
Ele pensou docemente sobre a terra mole, 
não sofria de qualquer mal.
Num esplendor dourado.
Nós vemos morrer ao longe os longos dias.
Do lado da terra das lendas
A velha terra do ocidente.
A terra onde nasceu o Homem Vermelho
A terra dos mitos e das tradições
O vale cheio de histórias misteriosas,
Que nunca foram escritas.

Este poema é extraído do Chon-Oopasa que constitui o chamada "gesto das origens"dos peles vermelhas da América Setentrional.





sexta-feira, 8 de abril de 2016

Fando & Lis - Alejandro Jodorowsky


Fando y Lis, foi a primeira longa-metragem do cineasta chileno Alejandro Jodorowsky e incitou um tumulto quando estreou no Festival de Cinema de Acapulco em 1968 e acabou sendo proibido no México. 

Blasfemo, sexualmente desviante e com uma linguagem por vezes brutalmente violenta, o filme é um produto do Mouvement Panique, o coletivo fundado em Paris em 1962, que, no espírito do Teatro da Crueldade de Antonin Artaud, visava criar performances para provocar os sentidos do público, no lugar de enfatizar a importância de encenar textos escritos diante de espectadores passivos.


Filmado a preto e branco e com um baixo orçamento, este segue a peregrinação da relação disfuncional de Fando e Lis à mitológica e paradisíaca cidade de Tar. 

Fando, o estereotipado homem dominante, mas insatisfeito e inadequado, carrega Lis a sua esposa paraplégica, por terreno em ruínas e paisagens irreconhecíveis. 
 Neste caminho tudo segue servindo o espectador com relíquias simbólicas da infância da personagem. 
Representando tanto com o que os trouxe, como igualmente o que teriam que enfrentar ao longo do caminho.








quinta-feira, 7 de abril de 2016

pelas sombras que o mundo perdeu



     pelas sombras que o mundo perdeu
 confundido
pelos paraísos 
de ausência
      desvelando as essências, 
que o tempo inquisidor 
 a espeito
 nos orvalhos escondeu
onde humanidade reteve a sua canção, 
distante farol 
entre mares
nas origens do mundo
alfa e ômega
de um poço sem fundo
 habitado 
apenas pelas sombras
aladas, 
a chave sem fechadura
o conto que foi escrito, 
entre portas semicerradas
- que nome se dará 
por lá às almas?


vagueio, 
no vagar lento ´
das sombras
oculto me nelas 
pois nunca 
gostei de me expor em demasia
uso e abuso do sentido 
para pelo mundo passar, como um 
acessório 
despercebido

ao lúgubre antro impuro 
volto sempre 
aos vestígios interiores 
o pudor de uma nudez 
pútrida
que sempre soube bem 
que nem tudo o que reluz é ouro

 


 sobre esta indolência 
o som da chuva abrandava
os símbolos imaginários, 
agora desfeitos
à revelia de outras sensações
sacrilégio 
que assim 
mais uma vez 
deflagrava
 como uma primitiva visão
 



"do you want some light?!"


tomara eu poder
 eu exigir
 a imortalidade quimérica 
dos sentidos, 
 para depois 
inebriado me extinguir
com o sangue derramado 
dos mortos
tudo o que me resta de ti
é somente noite
que ondula
 e estremece pelos corpos
abraçando uma mudez 
no frémito do mundo
um cântico
pelas suas profundezas agrestes

- partirei assim
uma vez mais
sem crença nem medo



the merry frolics of satan (mélies)



as estrelas caem 
como finos cabelos 
hipnotizadas 
pelo silvar das serpentes
sobre os cadáveres despidos do abismo

as torres de vigia, ardem
os espíritos das florestas aguardam-nos (...)


Les joyeuses fantaisies de Satan (Mèlies)

Tandis que les étoiles tombent
Tels des cheveux
Hypnotisés
Les cheveux des Serpentes
À propos des cadavres crachés de l'abîme

Les tours de guet brûlent
Les esprits des forêts nous attendent (...)