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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lisbon City Blues

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                                            Eduardo Gageiro



Olisipio,
filha de Ulisses
amarga Dulcineia
narcótica canção de Alan Vega
simples fado da tristeza
na hora da colheita das Perpétuas Roxas
sem ninguém mais para te amar 
nem ninguém mais para te temer
não te esqueças das bebidas 
não te esqueças de dar abrigo
aos teus filhos nocturnos.



Cidade Mãe
embora tantas vezes 
também madrasta.
Terra de corsários,
mercenários 
de corações despedaçados.

Já Alberto Caeiro o sabia.


"O Tejo é de facto o rio mais belo da minha cidade,
mais não seja porque é o rio que corre pela minha cidade"


Displicente
como todos nós
vulgos na memória colectiva de Lisboa.
O Tejo será sempre isso,
o rio ao qual
o nosso olhar se entrega casualmente
aos céus do esquecimento.

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