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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Esfinge de Calypso








libertar as nossas almas num voo de pombas

entre as fissuras das muralhas


que nos impedem de amar.




i

Nefastas as memórias 
de uma noite de Fevereiro, 

As harpias 
cantam os versos enfeitiçados.
A neve caí
sobre os corpos cansados. 
Madressilvas
entregam-se aos ventos
na aurora-boreal do esquecimento.

ii

O mistério permanece
adensando-se, incógnito...
o seu coração é um livro caro leitor,
um livro que vos tento descrever. 
A loba mãe e a filha
que nos bosques 
devoram todos os homens comuns,
a quem fizeram
promessas de imortalidade.







     

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