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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Diários de Bordo XII - Guimarães

26 de Agosto de 2011 às 13:26


Para além da amabilidade das pessoas e da beleza singular da cidade(pena as obras da Capital da Cultura 2012)existe aqui uma relação qualidade/preço em Guimarães como em nenhum outro lugar.A ultima vez que cá estive fiquei na pousada da juventude mais espectacular de todo o pais(e quase que afirmo isto com toda a certeza ) e paguei 12 euros(!).Para além dos restaurantes típicos com pratos de dose diária a 2,5 euros e os bares circundantes às arcadas rústicas em pedra, casas com séculos de existência vendendo cerveja a 1 euro.
   Agora em época alta tive o azar de não arranjar uma vaga na pousada, mas nada de stresses, foi na na residencial São Mamede(qualidade de um hotel de baixa cotação com televisão e casa de banho privada)mesmo no coração da cidade que pernoitei.Foi óptimo também poder fumar os meus cigarros com a excelente vista da varanda do 5 andar,tudo por 25 euros.Recordo que estamos em Agosto, logo em época alta.
   Foi a primeira noite que dormi numa cama desde que saí de Faro e não me recordo sinceramente da ultima vez que terei dormido tão bem.Aquele lençol perfeitamente engomado foi a cura para as minhas noites mal dormidas em tendas e ao relento durante quase duas semanas consecutivamente .Em 2012 Guimarães será capital da cultura.Sem dúvida uma cidade a voltar a visitar no próximo ano. Guimarães merece isso e muito mais.
  Cada vez me convenço mais de o Minho ser a zona com mais beleza tradicional de todo o Portugal.Vejo isso nas vestes das figurantes das festas de Nossa Sra.da Agonia em Viana do Castelo,nos corações em filigrana,no reflexo tímido do sol ao bater nas casas de pedra, nos toques dos sinos das capelinhas rústicas entregues a uma longa história e por vezes esquecidas pelos seus habitantes e na brisa que por vezes parece-nos trazer um leve aroma proveniente das vinhas circundantes e quase sempre omnipresentes.
O Minho é um verdadeiro ex libris desde belo pais junto ao mar e não conhecer-lo é desconhecer o nosso próprio pais. 

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