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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Álbuns que mudaram o mundo I- Psalm 69 Ministry





  O nome completo do álbum será : Psalm 69:The way to succeed and the way to suck eggs .



E foi editado em 1992, sendo claramente o álbum com maior sucesso comercial até à data desta banda pioneira do Metal Industrial . Se bem que as origens da banda se resumissem em 1981 apenas a um projecto de Synth Pop do seu principal mentor Al Jourgensen, foi só a partir de Twich editado em 1986 já como banda de músicos de palco e de tournées, que estes começaram a recorrer aos chamados found-sounds característicos da música industrial experimental que era feita no Reino Unido nos finais nos anos 70 e em Berlim nos anos 80, nomeadamente pelo grupo alemão Einstürzende Neubauten. Mas Al Jourgensen tem precisamente o mérito de reunir todos estes elementos da música industrial com os samples, os sintetizadores,o som da bateria electrónica e o som pesado das guitarras distorcidas que influenciaria por sua vez também uma nova vaga de bandas.Entre elas,as mais conhecidas serão certamente os Ramnstein, Nine Inch Nails, Marylin Manson, KMFDM, Fear Factory, Nailbomb, Front 242 e My Life With The Thrill Kill Kult que conta igualmente com a participação de Al Jourgensen nas guitarras.

  Quanto ao álbum Psalm 69 o que posso dizer é que era um dos álbuns mais consensuais no período inicial da minha adolescência.E se a geração mais velha idolatrava o Industrial e bandas como Pixies ou Dead Can Dance os meus amigos mais próximos na altura,os metaleirosprocuravam por norma o Death Metal mais extremo de bandas como Brutal Truth ou Cannibal Corpse. Havia no entanto sempre algum consenso em bandas como os Ministry e em especial este álbum do qual todos pareciam gostar.O single N.W.O. filmado num cenário "pós-apocalíptico"por exemplo, tornar-se-ia rapidamente num clássico, passando repetitivas vezes no programa Headbangers Ball da MTV, o mais popular programa da nossa geração a que só alguns tinham o privilégio de assistir e depois gravar em VHS disponibilizando posteriormente os vídeos para todos nós. Músicas como TV IIJesus Build My Hot Rod que conta com a participação de Gibby Haynes dos Butthole Surfers, ou o outro single do álbum,o polémico Just One Fix que conta, por sua vez,com a participação de um dos maiores gurus do mundo Beatnik ,o fleumático junkie William S.Burroughs.





Ministry:

Psalm 69:The way to succeed and the way to suck eggs (1992)

1.N.W.O


2. Just One Fix


3. TV II


4.Hero


5.Jesus Built My Hotrod


6.Scare Crow

7. Psalm 69



8.Corrosion


9. Grace

  

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cartaxo Sessions - O Inicio da Season II


  É sem dúvida do melhor que pode haver no panorama musical alternativo nacional.Depois de na primeira temporada terem sido os principais impulsionadores para que bandas como Dead Skeletons,Psychic TV,Aqua Nebula Oscillator,Eternal Tapestry e outros se estreassem em solo nacional no Centro Cultural da pequena cidade ribatejana, as Cartaxo Sessions vão voltar ao activo já na próxima Sexta-feira.O islandês Henrik Björnsson regressa ao Cartaxo com aquela que era a sua banda inicial os Singapore Sling que contam com 5 álbuns de estúdio, existindo muito antes de este ter começado a sua aventura nos Dead Skeletons,a sonoridade é no entanto um pouco diferente pois os Singapore Sling são uns fiéis seguidores da escola Shoegaze (estilo definido por nomes como Jesus and Mary Chain ou Slowdive por exemplo) pode-se assim dizer que este será um precioso cocktail para quem aguarda com ansiedade por um dos mais esperados concertos do ano no nosso pais, a estreia dos nova-iorquinos A Place to Bury Strangers em palcos nacionais que irá ocorrer no próximo dia 2 de Novembro numa das posteriores Sessions já programadas .De referir que o cartaz desta primeira sessão da nova temporada será também composto pelos lisboetas Uni_form e pelos italianos Sonic Jesus






quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Álbuns que mudaram o mundo II - Tago Mago CAN











   Tago Mago é o terceiro álbum da banda oriunda da cidade alemã de Colónia.O rock experimental dos Can é intemporal e único e a sua influência nos demais artistas posteriormente é imensurável. Este foi o segundo álbum de estúdio da banda e o primeiro com Kenji "Damo" Suzuki uma vez que o seu vocalista anterior, Malcolm Mooney, deixou a banda em 1970, para voltar para os Estados Unidos.Dizem os cronistas da história da banda que o baixista Holger Czukay conheceu Damo Suzuki no exterior de um café em Munique enquanto este efectuava uma performance de rua. Ele terá ficado encantado de tal forma com a performance que se apresentou como o membro de uma banda de rock experimental e não hesitou em convidar Suzuki a se juntar a eles.Na mesma noite Suzuki terá actuado com eles num bar local o que terá funcionado como "ritual de passagem" para que este oficialmente passasse a ser o novo vocalista da banda.
   É difícil discernir algumas das possíveis influências na composição musical,no entanto o Bitches Brew de Miles Davis,editado apenas um ano antes, talvez seja mesmo o mais próximo de se classificar como tal.Tal originalidade sempre levou a que vários críticos e artistas dos mais variados estilos musicais elegessem este como um álbum imprescindível e intemporal. No entanto a sua principal influência terá sido a do ocultista Aleister Crowley,pois este numa das suas histórias fala-nos sobre a Isla de Tagomago ,ilha que existe, de difícil acesso, estando situada algures a este de Ibiza em Espanha.O baixista Czukay considerou este álbum como "uma tentativa de alcançar através de um mundo musical,o mistério de uma viagem da luz para a escuridão e o seu respectivo retorno".O grupo por sua vez refere-se ao álbum como o "o álbum mágico" em que as canções são descritas como possuidoras de um certo "ar de mistério e de segredos proibidos". Tago Mago é dividido em dois LP's, o primeiro dos quais mais convencional e estruturado e o segundo por sua vez mais experimental e de forma livre, num estilo bastante rítmico e muito característico da banda.






Can's 1971 "Tago Mago".


Lista de músicas :

1. Paperhouse 

2. Mushroom 

3. Oh Yeah 

4. Halleluwah

5. Aumgn 

6. Peking O 

7. Bring Me Coffee Or Tea 



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

satellite of love ( The Million Dollar Hotel soundtrack )

Satellite's gone 
Up to the sky 
Things like that drive me 
Out of my mind 
I watched it for a little while 
I love to watch things on TV 

Oh...satellite of love 
Ah...satellite of love 
Oo...satellite of love 
Satellite 

Satellite's gone 
Way up to Mars 
Soon it will be filled 
With parking cars 
I watched it for a little while 
I love to watch things on TV 

Ooo...ahh...satellite of love 
Ha...satellite of love 
Satellite of love 
Satellite 






sexta-feira, 5 de março de 2010

Álbuns que mudaram o mundo




*Caetano Veloso - Transa



     Não, não vou falar-vos do Sgt.Peppers, do Electric Ladyland, Dark Side of the Moon, Raw Power, London Calling ou OK Computer. Para começar mais uma rubrica aqui no Conflito, resolvi começar por falar um pouco sobre Transa(1972) um álbum marcante na longa discografia do cantor baiano Caetano Veloso,numa das suas fases mais irreverentes.
   Conta a história que Caetano na época com 30 anos e exilado em Londres,se deslocou ao Brasil em 1971 para assistir à cerimónia de comemoração do 40º aniversário do casamento dos seus pais.Durante essa estadia seria detido e interrogado no Rio de Janeiro,durante a detenção,os militares do antigo regime terão-lhe sugerido que gravasse uma música que homenageasse a nova rodovia Transamazônica - na época uma construção polémica pelo seu preço exagerado e por ser um projecto claramente "faraónico".Uma enorme rodovia com cerca de 4000 kms, que atravessa transversalmente o Brasil, desde o Paraíba até ao Amazonas. Caetano não terá gostado da imposição e, de volta a Londres grava um LP com o nome de Transa, claramente numa alusão irónica ao nome da rodovia e um trocadilho com o verbo brasileiro transar. Será talvez a forma que Caetano encontrou, para sugerir a um regime tão opressor,tradicional e sorumbático, que tanto perseguiu a ele e a outros nomes importantes da MPB (Música Popular Brasileira) nos finais da década de 60, de que o que necessitava era de mais Transa mesmo.
  O álbum é, em grande parte, cantado num inglês com sotaque,o que dá um carácter mais exótico às músicas já por si só extremamente originais, dentro desse lote destaco naturalmente Nine out of ten.
Acerca desta música Caetano disse o seguinte:


"(...)a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim. Muito antes de John Lennon, de Mick Jagger e até de Paul McCartney. Eu e o Péricles Cavalcanti descobrimos o reggae em Portobelo Road e me encantou logo. Bob Marley e The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70. "




  

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

guitarra 66



   Gosto bastante do novo projecto de Tó Trips, pois cada nota da sua Guitarra 66 transpira a ambiência de um lisboeta cidadão do mundo. A não perder no Café Concerto do Teatro Municipal na próxima sexta-feira.
   É recomendada uma audição, especialmente para quem goste de Norberto Lobo e dos álbuns acústicos de Six Organs of Admittance.

  Curiosamente, apercebo-me que poderá estar precisamente aqui, a resposta à pergunta do meu post anterior, como alguém que tenta contrariar a natureza do ser nómada que é (e que somos todos),creio que necessitarei sem dúvida de voltar a viajar. Sem rumo. Com já fiz noutros tempos, sentir o prazer do reconhecimento dos lugares e das coisas. Releio agora O Anjo Mudo procurando isso mesmo, mas não chega, terei igualmente que esquecer todos os espelhos e procurar antes pelas respostas nas estradas,planícies,horizontes deste vasto mundo por (re)conheçer.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A música e o mito










Orpheu


 As mitologias de quase todos os países do mundo possuem figuras de deuses e semideuses aos quais se atribuem milagrosas habilidades musicais. Nas lendas gregas a figura mais conhecida é a de Orpheu. O seu canto submetia os animais selvagens, detinha o curso das ondas, fazia dançar as árvores e rochas. Quando a sua esposa, Eurídice, morreu, ele desceu aos infernos, enfeitiçou as criaturas do mundo subterrâneo e conseguiu do próprio Plutão a liberdade temporária da sua mulher. A lenda de Orpheu é conhecida em todo o mundo. Existem Orpheus gauleses, hindus e até havaianos. Nos mitos hindus, os cantores influenciam no crescimento das plantas, mudam o curso das estações, detêm o sol e fazem cair a chuva. Os mitos irlandeses falam por vezes de harpas milagrosas, e a própria gaita-de-foles era utilizada inicialmente como acompanhamento de rituais celtas.
  
 A corneta do herói Rolando possuía poderes mágicos, a de Huon de Bordéus fazia dançar os seus ouvintes e claro Pied, o flautista de Hamelin, que detinha o poder sobre os ratos e as crianças. 
A Bíblia relata que os muros de Jericó sucumbiram quando os sacerdotes começaram a soprar as suas trompetes. Salomão foi levado à loucura pelos cantos de suas mulheres e os marinheiros gregos eram deslumbrados e arrastados pelo doce canto das sereias.
  Na Índia, as escalas musicais tinham sete sons – na realidade, sete notas com um sentido simbólico, tais como os sete céus, os sete planetas, os sete dias da semana. À música era atribuído um poder mágico e Krishna era comparável a Orpheu.
  
  Sri Swani Sivanada fala-nos do poder da música hindu.
  Sa – ri – ga – ma – pa – dha – na  estas são as suas sete notas musicais.
  Para o mestre Sri Swani Sivanada "a música derrete rochas…extasia, embala, dinamiza, eleva, inspira, fortalece, revigora, magnetiza…há música nos regatos que correm, no canto das crianças, em todas as coisas."

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Swans are not dead



Confirma-se !

A mítica banda de Michael Gira irá regressar ao activo este ano com a gravação de um novo álbum e uma tournée no Outono. Para já, não estará previsto o regresso da Jarboe, ela que tem estado muito ligada a projectos de Metal ultimamente.



Os Swans foram, na altura da sua formação, um dos principais projectos a emergirem na cena novaiorquina da No Wave juntamente com nomes como Lydia Lunch(que curiosamente estará em breve pelo nosso território para um concerto nas Galerias ZDB) Arto Lindsay e Sonic Youth. Recorde-se que Thurston Moore chegou a fazer parte do line-up original em 1982.Muitas bandas posteriores do Industrial viriam a citar os Swans desta fase e outras bandas (como Killing Joke por exemplo) como uma grande influência. Para exemplos de fieis seguidores desta escola teremos nomes como os Coil de John Balance que também foram fundados em 1982,os britânicos Godflesh que por sua vez influenciariam nomes como Jesu ou Neurosis,os Erase Errata ou os suiços The Young Gods(cujo o nome foi tirado de um Ep de 1984 –The Young God ). Entre nós a influência dos Swans é citada na história da formação do colectivo bracarense Mão Morta e é sobejamente conhecido o episódio de Joaquim Pinto com o baixista Harry Crosby em que este, após um concerto em Berlim, lhe terá dito que tinha cara de baixista, contribuindo assim para a formação do colectivo em 1984.








Depois do album Children of God (1987) a sonoridade mudaria radicalmente entrando num universo mais dentro do Gothic e do Folk com semelhanças a This Mortal Coil, Dead Can Dance e outros ,Gira surpreenderia mesmo os seus fãs mais antigos ao fazer uma cover de Love will tear us apart dos Joy Division. Os Swans dariam por encerrada a sua existência após o álbum ao vivo Swans are dead(1998). 







Com vários projectos paralelos, entre eles a sua editora Young God Recors,Michael Gira é o grande responsável pela descoberta de muitos dos nomes da Neo Folk actual. Nomes como Devendra Banhart, Larkin Grimm e Akron/ Family devem e muito ao seu reconhecimento actual a Michael Gira. Ele próprio tem oferecido a sua colaboração em algumas das gravações e em tournées com o seu projecto pós- Swans intitulado The Angels of Light.

Discografia

Filth (1983)
• Cop (1984)
• Greed (1986)
• Holy Money (1986)
• Children of God (1987)
• The Burning World (1989)
• White Light From The Mouth Of Infinity (1991)
• Love of Life (1992)
• The Great Annihilator (1995)
• Die Tür Ist Zu (1996)
• Soundtracks for the Blind (1996)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Viking Moses & Golden Ghost na Sociedade Recreativa e Artística de Faro.

Queria também aproveitar a oportunidade para promover mais um evento Eat my Ear em Faro, apesar da triste noticia do cancelamento do concerto da Chelsea Wolfe ( segundo parece terá cancelado toda a tournée europeia ) chega-nos no próximo Sábado,dia 16 de Janeiro aos Artistas de Faro o músico americano Viking Moses! Acompanhado pela sua namorada Golden Ghost.
A não perder!



http://www.myspace.com/vikingmoses

http://www.myspace.com/heygoldenghost

http://www.myspace.com/eatmyear





quinta-feira, 17 de setembro de 2009

jim carroll




Não era o Joe Dallesandro
Não era o William Blake
Jim Carroll era antes
o Catholic Boy
um anjo da decadência
observando tudo
desde os arranha céus da city.

na fúria silenciosa
da juventude 
a rapariga que outrora leu rimbaud cresceu
e na antecâmara dos horrores 
ela espreitava pela decadência
 vivendo o sonho do rock n roll

Chelsea Hotel
 com veneno 
no sangue  
escolhendo
meditativamente
 o caminho

olha para o homem mártir - açoite no braço
esquecido pela luz
ilumina lhe a alma
procura de novo
o canto do bezerro
lúgubre, como a brisa que queima a vela
do rapaz órfão



- Fala-me Jim...
Fala-me das tuas curtas-metragens 
sem títulos,
das nossas trevas escondidas, 
e dos passeios 
ao Jardim Zoológico
Fala-me 
de todas as horas
em que não nos podíamos tocar

estas são as nossas
ruas sem sono Jim,
conta-me 
uma vez mais
todos 
os teus sonhos urbanos.


é o amor 
às portas de casa
vendido em pequenas bíblias
por meninas 
de vestidos em espartilho

Por favor sê breve,
breve 
como as nossas vidas

como asas
que estremecem
num adeus.




                                                       "Always remember to keep your river on the right..."



“First he tried to be pure now he just wants a cure
He's wasted, his skin's sore, he's flat-out poor
When you live in doubt that's when your luck runs out
He's on the roof alone, outside the zone
Now he's on the street again when he calls him then
Billy just cannot resist 
Now he's an orphan sleeping with the coffins
Just like Oliver Twist”

(Falling down Laughing)



From: Jim Carroll Band - Dry Dreams (1982) LP Vinyl
Opening Poem: Lorraine



Seven blonde women
They gather in the square
They raise their hands up to the sun
Their skin is so thin and white
You know their fathers must surely be wealthy
I watch the others stand around and form a crucifix
A serpent of vapor
Some stray birds rise
The one on the end, the fine one on the end
She called me over, she pulled me aside
She said, You know, I have to make it all look different
It seems that every time I lay down
On it, and its like a snake in water
And when I look out of it,
It's like the one from last week
Was breathing again
And she said she had some white light
You know, she said that she had some morphine
But she didn't have no gimmicks
So she just took this razor
And she laid it on a white vein
And then she took a black orchid
And she just ripped apart that flower
And then she took the white light
Then she said, Hey, later for the morphine
She took the razor and slit open her white vein
She slit open her white vein
She put the flower through the slit vein
She poured the white light through the red stem
She put the white light through the red stem
She just poured it through the red stem
I was talkin' with my angel
I was talkin' with my angel then . .