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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Kradiolina Nicotine - O primeiro concerto

Terei visto o meu primeiro concerto na mesma noite em que apanhei a primeira grande bebedeira. Foi um concerto em Lagos de uma das poucas bandas de culto que a cidade de Portimão teve, os Kradiolina Nicotine. Infelizmente, talvez por falta de motivação para se auto promoverem, nunca terão passado de uma banda de culto também no universo das demo-tapes e das fanzines do underground nacional, tivessem eles mantido activos creio que poderiam ter chegado ao nível de uns Bizarra Locomotiva ou de uns Mão Morta, mais duas referencias minhas a nível nacional. Aproveito também para dizer que apesar do nome da nossa banda, tirando algumas das músicas mais conhecidas (Alma Mater,Opium, etc) nunca fui um grande fã de Moonspell. Mas respeito-os apesar de tudo, a primeira vez que os ouvi ainda se chamavam Morbid God e foi numa compilação chamada A Birth of a Tragedy (foi o primeiro vocalista dos Bell Witch quem por acaso nos emprestou o Vinyl) em que participavam entre outros grandes nomes do metal nacional os ShrineThormenthor ou Genocide. Creio que terei ouvido a compilação pela primeira vez sensivelmente na mesma altura que este concerto, ou seja em 1994. Em relação ao nosso nome, terá surgido apenas por causa de uma banda de Crust/Punk com o nome de Wolfpack cujo o álbum se chamava Lycanthro Punk.
Voltando ao meu primeiro concerto. Recordo-me que tinham dois vocalistas, sendo que um deles com o seu estilo à Jello Biaffra ficou-me na retina. Tenho pena que até mesmo dentro da cidade os KN só tenham sido realmente apreciados por uma geração mais velha que a minha. Vi mais bandas como eles passarem praticamente despercebidas durante anos a fio, foi o caso por exemplo dos Mad Lynn e dos Mudo as Maria em Faro ou de uns obscuros Bell Witch de São Bartolomeu de Messines.
Foram bons tempos, os vividos entre vários concertos e festivais locais em que vinham pessoas de todas as partes do Algarve (desde V.R.S.A. a Sagres) para verem concertos de bandas de malta que mal sabia tocar em escolas e outros locais improvisados. Tudo apenas e só pelo convívio e pelo amor à música.

Também tenho algures um vídeo de um concerto deles com Mozart Meets Chaos, duas bandas outsiders no meu meio adolescente de que gostava bastante e até gostaria de converter isso um dia para o You Tube.


                                 






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