Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Aqui me falta luz

pelas sombras que o mundo perdeu
estranhos são os dias 
em que chovem 
palavras trémulas,vibrantes
pelas memórias que gelam até aos ossos
peremptória arte irónica
que corrompe o ar dos pulmões
soa a revoluções esquecidas
soa a indolência, na chuva que abranda
símbolos imaginários, desfeitos
ainda é possível ver o mundo novo
ainda é possível voltar a sentir
a magia da perdição, refugio na escuridão
não me perder nas vozes imaginárias  
todos os dias, o mesmo dia... 










Pudesse eu abraçar te

na imortalidade quimérica dos sentidos

inebriar te

no sangue derramado dos mortos

tudo o que me resta de ti

é somente noite

que ondula e estremece pelos corpos

mudez no frémito do mundo

um canto das profundezas agrestes


- partirei uma vez mais

sem crença nem medo. 















Sem comentários:

Enviar um comentário