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terça-feira, 12 de maio de 2020

A late night performance - No sleep till Hammersmith (Motörhead)

Quando fui passar parte das férias de verão com os meus tios, recordo me vagamente de estar no CC Colombo e após ter ido a uma loja de música comprar um album qualquer dos Guns N Roses o meu tio virar se para mim e dizer me algo do tipo "GnR?! Isso não é música de jeito...viste o que o palhaço do Axel fez?!" Referia se claro ao episódio com as garrafas no concerto de Alvalade. "Quando chegarmos a casa logo te mostro música como deve ser..." E ao mostrar me a sua coleção de vinyl baseada em grande parte em albuns de rock e metal dos anos 70 e 80 despertou me para a beleza das capas em vinyl, fiquei fascinado especialmente pelas capas de albuns como Killers ou o Number of the Beast dos Iron Maiden ou o Overkill dos Motörhead. Fiquei também fixado nos albuns de AC/ DC.  E depois era a música em si...era rápida, furiosa,cheia de pressa. Sem pedir licença e quase sempre prestes a entrar em erupção. Propicia para o headbanging e para o air drumming durante horas a fio. Nunca fui grande apreciador de albuns ao vivo, talvez uma das poucas excepções seja mesmo este No Sleep Till Hammersmith...claramente um dos meus álbuns preferidos de sempre. Para mim os verdadeiros Motörhead sempre foram os deste line up. Com o Lemmy, Fast Eddie e o Philthy Animal Taylor. Sem qualquer tipo de desprimor para Wurzel ou para o Phil Campbell claro. Que também participaram em bons albuns, mas aquele trio era a verdadeira essencia do som dos Motörhead. Um pouco se calhar à semelhança dos Black Sabbath com o Ronnie Dio. Não deixam de ser bons mas os verdadeiros serão sempre com o Ozzy. Ouvir este álbum desperta me igualmente memórias do meu saudoso tio que de me dava concelhos sábios sobre os beneficios de ouvir Pink Floyd sobre o efeito de substâncias "ilicitas".

No Sleep Till Hammersmith foi publicado em 1981.






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